Aprender pode ser divertido

1. Justificativa:

Grandes pesquisadores do campo da Educação, dentre os quais, o saudoso Paulo Freire e o reconhecido José Francisco de Almeida Pacheco, Zé Pacheco, como costuma ser chamado, levantaram críticas a respeito do sistema educacional tradicional, aquele que ordena, enfileira, classifica, seleciona, silencia, exclui crianças e jovens, impedindo-os de compartilhar suas histórias, experiências, preferências, opiniões, bem como seus lápis e borrachas. Esses educadores alertaram sobre a escola que, de forma velada, violenta, delimita espaços, confina indivíduos, fragmenta saberes…

A ignorância sobre os avanços na produção de conhecimento no campo da educação justifica o distanciamento entre a escola e a criança, já a conscientização responsabiliza e a negligência condena, é covarde. Falta de atualização profissional e a manutenção de um sistema educacional anacrônico que  justifica conveniências é negligente.

Educação ou adestramento?

Há muito, crianças deixaram de ser adultos em miniatura. Criança tem voz, criança tem vez, tem brilho no olhar que, dentre outras coisas, reflete desejo de aprender. Mas a aprendizagem se dá de maneira divertida e sedutora, em uma linguagem lúdica que provoque encantamento. Assim começam os por ques.

O aluno não é um mero espectador e sim sujeito de sua aprendizagem e, enquanto sujeito, só aprende se participa do processo. Só aprende se quiser e para querer precisa sentir-se motivado. Encontrando motivos, fica atento, se concentra, pensa a respeito do que está aprendendo e, assim, se apropria do conhecimento. Para isso, é necessário interesse legítimo que vai além da mera materialidade do objeto exposto. O interesse começa com a curiosidade provocada pelo educador, amparado pelo conhecimento.

O conhecimento oferece suporte a mudanças, possibilita ampliar o repertório para um olhar mais atento ao mundo. Entretanto, ele está longe de ser apenas teoria como pretende a escola hegemônica. Conhecer é se apropriar dos saberes, mas também dos valores, da cultura em toda a sua expressão. A sua apropriação na integralidade provoca vontade política, coragem para mudar, romper velhos hábitos, quebrar barreiras, “paredes”.

Escola sem muros, sem limites… mas com valores: respeito, solidariedade, bem-querer. Embora o processo ensino-aprendizagem seja complexo e desafiador é possível que a escola seja prazerosa, que arranque sorrisos, risadas, gargalhadas; que  responda aos porquês e não condicione ao senão; que revele o mundo de forma  legítima, inclusive, com as suas contradições;  que entenda que a criança, além de conhecimento precisa de referência de integridade, de afeto,  de compreensão e de tempo. Precisa aprender a ler,  mas, além disso, gostar de ler;  precisa aprender a magia dos números para ter vontade de somar,  dividir, subtrair e multiplicar; precisa exprimir suas emoções, e para isso precisa das artes, da música, da dança e do movimento. Precisa da cultura em toda a sua expressão.

Crianças e jovens precisam de acolhimento, de valorização,  de liberdade para despertar seu potencial. Mas liberdade com responsabilidade. Precisam, sobretudo, de espaços de aprendizagem que respeitem a sua individualidade e os considerem protagonistas de sua história.

2 – Objetivo:

Partindo desses pressupostos, a finalidade desta proposta é oferecer  possibilidades de reflexão sobre novas formas de se conceber a escola,  não apenas como uma instituição de apropriação de conhecimento, mas, sobretudo, como um espaço socializador e formador de valores.

3 – Programa:

  • Pensamento e Cultura
  • Lógica formal e lógica dialética
  • Educação, novas linguagens
  • Desenvolvimento das funções psíquicas
    superiores
  • Comunicação e Relacionamento
  • Metodologia e Recursos didáticos
  • Ética: valores para uma sociedade sustentável
  • Consumismo ou formação crítica